Esquema usava empresas do mesmo grupo para superfaturar materiais de obra. Justiça já bloqueou 42 veículos, três imóveis e mais de 1.500 cabeças de gado dos investigados.
Os suspeitos respondem por associação criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e peculato.
De acordo com a denúncia, o grupo simulava concorrência e cobrava valores acima do mercado para fornecer tubos de plástico usados em obras. O esquema ocorria por meio de contratos do Consórcio Público Intermunicipal da Região Centro Leste de Rondônia (Cimcero).
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) denunciou, nesta terça-feira (28), seis pessoas investigadas na Operação Golden Plating. O grupo é acusado de fraudar licitações e desviar mais de R$ 8,3 milhões dos cofres públicos. Os nomes dos denunciados não foram divulgados.
As investigações apontam que três empresas que participavam das mesmas licitações pertenciam ao mesmo grupo e eram administradas pelas mesmas pessoas. A polícia identificou laços familiares e profissionais entre os envolvidos, além do uso compartilhado de computadores e certificados digitais. Eles também combinavam os valores das propostas e transferiam dinheiro entre si.
Para recuperar o prejuízo, o MPRO pediu à Justiça que os suspeitos devolvam o valor integral aos cofres públicos, além de pagarem uma multa de R$ 838 mil por danos morais.
O órgão também solicitou que os bens dos denunciados continuem bloqueados. Até o momento, a Justiça já reteve:
- 42 veículos;
- 3 imóveis;
- mais de 1.500 cabeças de gado;
- cerca de R$ 504 mil em contas bancárias.
As investigações foram conduzidas pela Polícia Federal (PF), a partir de dados da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO). A acusação foi formalizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).









